terça-feira, 5 de outubro de 2021

O LABORATÒRIO

 


       O presidente Americano Salt Andryns de sua cabine privilegiada começa a ver os primeiros riscos deixados pelas toupeiras e as escavadeiras mecânicas no solo marciano que pareciam se dirigir a uma grande cratera aproveitada para construção da pista de pouso. A nave, porém, devido ao peso e a sua alta velocidade passa raspando por uma destas laterais perdendo parcialmente um pouco da carga que se desprende e explode logo atrás deixando uma pequena bola de fogo.

       Sem mais avarias o cargueiro pousa quase que suavemente na pista já que seu peso diminuirá com a perda de parte da sua carga. Todos apresentam certos alivio por terem chegado ao solo, mas ainda teriam que avaliar os prejuízos e pedir ao engenheiro chefe um relatório completo da situação.

        O presidente e a sua comitiva são ovacionadas e aplaudidas na entrada da primeira estação caverna. Ele resolve deixar seu discurso para depois da avaliação dos prejuízos e da certeza do sucesso da missão.

Um laboratório móvel desce vagarosamente da nave sobe coordenação do químico e biologista Mack Lukest responsável pela produção de oxigênio usando óxido de minério de ferro e do gelo encontrado no solo marciano.

Enquanto isso a população civil e encaminhada para banheiros químicos para fazerem a assepsia necessária para a entrada nas cavernas pré-fabricadas.

    O piloto Edward John Victor é homenageado rapidamente, mais se encontra um pouco abalado pelo incidente e não dá muita importância aos aplausos dedicados sua pessoa.

    O laboratório segue em frente para ser instalado e melhorar as condições do ar viciado da estação em desenvolvimento. Enquanto os robôs checam os dados de consumo e as condições de navegabilidade do cargueiro. Os civis trocam abraços com os trabalhadores que já se encontravam em Marte desde a primeira missão tripulada. Uma mensagem de pouso é enviada a Terra para que se confirme o pagamento das placas aos países colaboradores do projeto de colonização. O presidente se recolhe juntamente com a sua comitiva para discutir os novos passos. Após uma breve calmaria os robôs começam a descarregar as placas para serem avaliadas e encaminhadas às plataformas de destino.

 

Continua...

O POUSO

 


       A população civil que iria descer em Marte para completar a colonização ficava em um compartimento próximo à sala de comando. Nela não havia muito conforto, somente algumas máquinas de jogos eletrônicos e uma academia antigravitacional onde se podiam fazer alguns exercícios físicos coletivos.

       A comida era servida em uma bandejão especial, com vários tubos de pastas. Também levaram hambúrgueres que eram feitos com carne de soja moída, prensada e produzida na hora. A cerveja e os refrigerantes eram liberados para todos, mais as bebidas fortes só eram servidas na sala da comitiva presidencial.

     O cargueiro estava muito pesado e seus motores precisavam ser refrigerados, pois já haviam percorrido uma distância enorme entre a Terra e Marte e com esse atraso no pouso estava fadigando não somente os seus motores mais as pessoas a bordo.

Aproximadamente a 16h00min no horário marciano, uma mensagem é enviada pelos habitantes deixados no planeta na segunda expedição indicando o local mais seguro do pouso e que as rajadas de ventos solares iriam diminuir gradativamente.

     O piloto Edward John Victor avisa a tripulação pelo interfone sobre as condições climáticas e a necessidade de se adequarem ao pouso com segurança.

     As pessoas deveriam procurar afivelar seus cintos e se locomoverem até seus respectivos assentos.

      O presidente fora avisado com antecedência sobre a necessidade de ir para sua poltrona especial de onde se podia assistir ao pouso como um segundo piloto. O cargueiro começa a entrar na atmosfera marciana, ainda sobre uma forte turbulência, que a sacudia intensamente e faltava quebrar as suas partes metálicas.  

    Muitas das pessoas, abordo da nave cargueiro, duvidavam de uma aterrissagem perfeita já que o cargueiro estava no limite de seu peso. Mais a experiência do piloto contaria essencialmente para o sucesso dessa missão. A nave cargueira descia muito rapidamente quando dois imensos paraquedas foram abertos para diminuírem a queima das placas de reentrada na atmosfera. 

     Uma nuvem de poeira de vários quilômetros não deixava ainda se ver a superfície do solo marciano. O piloto colocou a nave cargueira em modo automático que passou a seguir as coordenadas enviadas do solo. O pouso se daria em segurança dentro de alguns minutos.


Continua... 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

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domingo, 2 de outubro de 2016

O homem isolado.



Um candidato a  prefeito pelo PT em uma pequena  cidade do Norte de Minas após receber o resultado  desfavorável das urnas eletrônicas,  mandou comprar imediatamente 350 metros de fita isolante 3M.
Passou a fita completamente pelo corpo  imitando uma múmia  do antigo Egito  e prometeu ficar  ISOLADO até as próximas eleições onde novamente  será candidato, só que agora pelo partido do  PSOL.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A máquina.


E a máquina ficou perfeita
Forjada das entranhas do ferro
Acelerou seus pistões de alumínio,
Rodou seu virabrequim automático

Fez menção de acelerar sozinha
Mas devolveu seus comandos ao homem
Não pela sua própria vontade
Só porque seu combustível era pouco...


Autor: Gilberto Fernandes Teixeira

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A colonização...




   Marte,  sol 02 de janeiro de 2150.

        O cargueiro Anúbis se aproximava da superfície Marciana logo abaixo dos canais Percival de Lowell, onde os terráqueos já haviam se instalado no planeta vermelho desde 2030 e uma atmosfera adaptável ao nível subterrâneo já havia sido construída.
       O pouso de um cargueiro dessa magnitude, porém ainda não havia sido testada. O piloto Edward John Victor da NASA Mart Project, fazia a sua segunda viagem a Terra para trazer suprimentos, uma vez que os recursos produzidos em Marte ainda não eram suficientes para uma colonização definitiva. 
Havia muitos interesses a bordo e a nave não poderia arriscar-se a pousar com a possibilidade de danificar os equipamento de bordo nem a preciosa carga de células fotoelétricas de ultima geração feitas com placas de ouro e grafeno.
         Já havia um destino certo para a pequena e potente estação de energia elétrica no Planeta Vermelho, toda energia seria utilizada no derretimento de uma calota de gelo encontrada a 100 metros de profundidade e que poderia ser bombada até as cavernas onde pequenos kibuytz estavam sendo construídos.
          O presidente Americano Salt Andryns, também estava na comitiva de viagem e queria ver de perto uma dessas moradias populares, a torre de controle já havia repassado as coordenadas, mais um vento de magnitude 5 impedia a aproximação na atmosfera do planeta uma vez que as mudanças introduzidas pela bactérias primitivas e outros organismos  sintéticos mutantes tentavam recriar um ar rarefeito e uma atmosfera ligeiramente semelhante ao do Planeta Terra.
.         Devido a grande esterilidade do Planeta Vermelho, na sua superfície, só restava aos seres humanos a priori, subsistirem  em túneis feitos por toupeiras mecânicas a mais de 50 metros de profundidade.
         Diante das condições de instabilidade o piloto Edward John Victor propõe uma trajetória de pouso onde as condições climáticas não danificasse a preciosa carga de células fotoelétricas uma vez que tais ventos poderiam literalmente arranca-las dos containers da nave.
          O presidente americano, porém em um dos seus aposentos situados abaixo da cabine desejava ardentemente pousar em solo marciano para poder receber as honrarias e transmitir para o resto do mundo mais uma vez as façanhas de seu povo.
          Um ano anterior o presidente Russo, Sergey Kasyanov havia pousado em Marte e fundado uma mina de nióbio e deixado por lá alguns camaradas encarregados da extração e beneficiamento do minério. Os russos, porém não estavam interessados em habitar e colonizar o Planeta Vermelho, eles queriam apenas levar suas riquezas para a Lua, onde  estavam construindo uma nova base militar.
Continua...

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O olho que tudo vê.


É apenas um olho
Mas não é um olho comum
Ele é um super olho
O maior dos big brothers
Enxerga a tudo e a todos
Onde acontecem os fatos
Onde se passam as coisas
Ele filma sem fita e sem Hd
Numa memória virtual chamada mistério.